Sabemos que os chakras são centros de focalização e intensificação de energia do corpo. Quando comparamos os mapas que foram feitos a respeito dos meridianos de energia – seja uma leitura chinesa da acupuntura ou uma visão ayurvédica – fica fácil relacionar o circuito elétrico visto por essas medicinas com o nosso sistema nervoso completo, central e periférico, vegetativo e voluntário.

Sabemos também que a massagem tântrica atua no sistema nervoso, produzindo mais bioeletricidade no sistema orgânico. Essa energia é usada pelo corpo tanto no processo de sensibilização quanto no processo de cura.

Como que esse processo se desenrola ao longo de um tratamento com a terapia tântrica?

Sintomas mais comuns

O que percebemos com bastante frequência trabalhando com o Tantra é que a sexualidade não saudável traz sintomas para o corpo físico.

Muitos procuram negligenciar a própria sexualidade, fazendo pouco caso ou repetindo pra si que não precisam dessa energia tanto quanto os outros. Esse tipo de postura – que muitas vezes pode esconder um trauma ou uma tensão crônica entrando no caminho do comportamento – vai, pouco a pouco, desligar todo o bom funcionamento neuromotor e bioquímico da sexualidade.

O nosso corpo aprende por repetição. Quando ele nota que algo não está sendo utilizado ele para de prestar atenção e de desenvolver aquilo. Da mesma forma, aquilo que treinamos se desenvolve. É muito comum em pessoas que seguiram pelo caminho do anestesiamento da sexualidade, notarmos uma rigidez muscular, uma temperatura mais fria que o restante do corpo e até um grau de dessensibilização muito alto na região do quadril, na musculatura pélvica. A pessoa tem o quadril duro, não consegue rebolar, tampouco tem o molejo necessário para movimentos fluídos com essa musculatura.

Da mesma forma existem pessoas que sofreram experiências que as levaram a serem extremamente sexualizadas. Seduzem o tempo todo, provocam o ambiente com sua sexualidade o tempo todo. Homens que “não podem ver um rabo de saia” são um exemplo clássico desse comportamento.

O que vemos na terapia tântrica é esse perfil de homem alfa desenvolver uma compulsão por masturbação, pornografia, repetir experiências sexuais sem muita profundidade e conexão e fazer do sexo quase que uma evacuação. Dessa forma o corpo nunca se sente plenamente satisfeito e o comportamento em direção da sexualidade se torna neurótico.

Tanto no primeiro caso quanto no segundo, mais do que pensarmos se existe muita ou pouca energia na região – porque podemos ter a impressão de pouca energia, sendo que ela está presa, acumulada na forma de tensão – podemos pensar em desequilíbrio. Qualquer um desses casos, que se encontram em espectros sintomáticos bem diferentes, carece de reestruturação da homeostase energética. E pra isso a massagem tântrica é fenomenal.

Como o Muladhara reage à massagem tântrica?

O Muladhara já começa a ser trabalhado na meditação tântrica que abre espaço para a massagem acontecer. Misturando técnicas de respiração, visualização, movimento e bandhas, criamos uma experiência sensorial e meditativa de conexão com o Muladhara. O corpo começa a direcionar uma carga maior de energia e fluxo sanguíneo para esse centro. A região esquenta, fica mais sensível.

Conforme os toques da massagem vão se desenrolando é possível intensificar o direcionamento da energia para esse ponto, seja com toques sutis que trabalham a condução bioelétrica, seja com toques mais profundos que provocam ativação e relaxamento muscular.

Assim que a região acorda é comum entrarmos em contato com sensações, emoções, memórias, enfim, todo o aparato sensorial do corpo é sensibilizado. E daí tudo pode acontecer, inclusive nada.